Segundo a Polícia Federal, dois escritórios de contabilidade com sede em Novo Hamburgo atraiam interessados nas facilidades que ofereciam e inseriam dados falsos no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. Parte dos lançamentos de admissão e demissão era feita nos cadastros de empresas clientes do escritório, que nem ficavam sabendo da irregularidade. Outra parte era feita em registros de empresas fictícias, criadas para o fim específico de gerar a fraude. Ao final do contrato de trabalho forjado, o suposto trabalhador apresentava a documentação necessária e sacava o seguro-desemprego, passando parte do valor aos escritórios.
Os investigados vão responder por organização criminosa e estelionato em detrimento de entidade de direito público ou de instituto de economia popular, assistência social ou beneficência. A próxima etapa da operação vai tentar identificar os 600 beneficiários da fraude, para responsabilizá-los também. A Polícia Federal destacou ainda que nos últimos dois anos operações semelhantes em diversos Estados do País detectaram fraudes de R$ 50 milhões no seguro-desemprego..