Em um outro vídeo também divulgado por ele em um aplicativo de troca de mensagens, o jovem confessa ter matado Yorrally. No relato ele diz que era ele que não queria mais sair com a jovem, que por isso estava pressionando integrantes do grupo rival ao dele para bater nele. "Vários já vieram falar comigo de que ela estava falando que eu tava (sic) ameaçando eles, jogando conversa fora", diz no vídeo. O casal havia se conhecido pelas redes sociais, já que a menina costuma postar fotos constantemente na rede.
O acusado está preso em uma unidade de internação para menores do Governo do Distrito Federal, conhecida como Centro de Atendimento Juvenil Especializado. No entanto, por ter cometido o crime ainda com 17 anos, cumprirá medidas socioeducativas de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente. Pelas regras do código, ele deve ficar internado no máximo três anos. Se fosse maior de idade e respondesse de acordo com as regras do Código Penal, sua punição poderia ser de até 30 anos de prisão. O jovem também não pode ter sua identidade revelada por ser menor de idade.
Segundo a polícia, ele confessou o crime em seu depoimento às autoridades. Contou que convidou a vítima para fumar maconha no parque. O local fica próximo à casa dele. Lá, ele a pressionou em uma conversa rápida para dizer o que ela estaria dizendo aos integrantes do grupo adversário ao seu no bairro. Disse que a mataria. A menina pediu para não ser morta, mas o rapaz atirou acima do seu olho direito. Ela morreu na hora. Ele fugiu para uma mata próxima ao local. Disse ter abandonado o revólver no caminho.
O crime ocorreu na tarde de domingo, 9. As buscas por ela, porém, começaram à noite, depois que a mãe da vítima sentiu falta da filha e se lembrou que ela dissera que iria se encontrar com o ex-namorado. A mãe então ligou para ele questionando sobre o paradeiro da filha. Ele negou que soubesse. Mas a mãe disse que sabia que ela havia ido até a casa dele pois o GPS do celular apontava que ela esteve lá. O jovem então retornou ao local do crime para esconder o celular da vítima. Localizou apenas um chip em sua bolsa, que foi destruído por ele. Ao relatar à polícia o episódio, o criminoso foi preso e acabou confessando o crime.
No velório, a mãe da vítima desmaiou após gritar que não queria enterrar a filha. Ela foi conduzida ao Hospital Regional do Gama.