A epidemia de aids está concentrada em alguns grupos, como homens jovens que fazem sexo com homens e profissionais do sexo. Grupos que trabalham na prevenção de aids defendem que campanhas, como as de carnaval, são uma boa oportunidade para atingir esse público.
"Não pode haver estigma. Temos de trabalhar com todo o conjunto da população", afirmou o ministro da Saúde, Arthur Chioro. De acordo com ele, a campanha tem como objetivo combater a ilusão de que se está protegido contra o HIV.
Além do enfoque para o uso da camisinha, a campanha procura alertar para a necessidade de se fazer o teste para HIV. De acordo com Barbosa, em cidades que atraem grande quantidade de pessoas no carnaval serão estabelecidas parcerias com prefeituras para instalação de postos de testagem rápida.
O Ministério da Saúde estima que atualmente 150 mil pessoas desconhecem ser portadoras do vírus da aids. A meta do governo, de acordo com Barbosa, é ampliar a testagem e reduzir esse número em um terço, ainda este ano. "Ano passado, identificamos 40 mil casos novos. Queremos ampliar essa marca para 60 mil", disse o secretário.
Além de garantir melhor qualidade de vida para portadores do HIV, a ampliação do número de pessoas em tratamento é considerada essencial para ajudar também na prevenção da doença. Pacientes em tratamento conseguem reduzir de forma significativa a quantidade de vírus circulante, o que acaba dificultando a transmissão da doença.
Foram destinados R$ 15 milhões para a campanha de prevenção à aids deste ano. Nos primeiros meses de 2014, já foram distribuídas 104 milhões de unidades de preservativos, quantidade suficiente para atender a demanda até março..