Jornal Estado de Minas

Mulher de Santiago ajudou o marido no início da carreira

A mulher do cinegrafista Santiago Andrade, Arlita Andrade, conversou um pouco com jornalistas no velório do marido, na manhã desta quinta-feira, 13.
Dezoito anos mais velha, eles se conheceram quando o filho mais novo dela tinha um ano. Ele se apaixonou pelo jornalismo quando a filha mais velha dela se formou.

No começo da carreira, Arlita, que é diretora de creche ajudou o marido em diversos trabalhos. Andrade gostava de coberturas inusitadas e de grande repercussão, mas se preocupava com a violência e a segurança da equipe. "Eu falava: 'Poxa, amor, faz uma coisa mais leve.' Ele dizia: 'Eu gosto de tiro, porrada e bomba'. O sonho dele era ser repórter cinematográfico".

Arlita não quis comentar nada relacionado à investigação e ao posicionamento das autoridades, mas falou brevemente sobre Fábio Raposo e Caio de Souza, presos em Bangu. "Tenho pena desses dois rapazes. Queria pedir a todo mundo, por favor, sejam mais amigos, mais tranquilos e tenham amor uns pelos outros".

Muito emocionada, a jornalista da Band Camila Grecco ressaltou que Andrade se preocupava muito com a segurança.
"Ele sempre se preocupava com a equipe. Se soubesse que estava em uma situação de muito risco (naquele momento), jamais estaria ali", afirmou antes de desabar em lágrimas.

A filha do casal, Vanessa Andrade, ainda não falou com a imprensa. Ela é assessora de imprensa da Polícia Militar. Por volta das 10h30, três policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) chegaram para prestar homenagem ao pai da colega de trabalho..