Jornal Estado de Minas

Para advogado da Arco da Aliança, delegado foi antiético

Agência Estado
O advogado da empresa Arco da Aliança, Wanderson Mesquita, classificou como "antiética" a forma como o depoimento do motorista de caminhão Luiz Fernando Costa, de 30 anos, responsável pelo desabamento de uma passarela da Linha Amarela na terça-feira, 28, foi colhido. Costa prestou depoimento oficial na tarde desta quarta-feira, 29, no hospital. O delegado responsável pelo caso, Fábio Asty, espera ouvir quatro funcionários da empresa ainda hoje.
Mesquita disse que não teve contato direto com Costa, mas que mantém contato com a família do motorista por meio da mãe e do irmão, cujo nome não foi informado, que também trabalha na empresa. Para o advogado, o depoimento colhido ontem pelo delegado Asty foi "controvertido" e "antiético". "Acho que o delegado poderia ter esperado a recuperação do Luiz Fernando, que ainda está internado no CTI. Achei que foi antiético, porque ele ainda está dopado, sob efeito de medicamentos. Ele é trabalhador, não bandido".

O advogado da Arco da Aliança afirmou que soube do depoimento através dos jornais e ficou surpreso que o delegado tenha falado com Costa, que se prepara para uma cirurgia. Ele aguarda a chegada de dois sócios que viajavam em férias para apresentar o posicionamento oficial da empresa sobre o caso. Enquanto isso, Mesquita e um advogado criminal avaliam o caso e buscam as famílias das vítimas. "A verdade vai aparecer, já está aparecendo. Foi uma fatalidade, mas a responsabilidade civil é do causador. A empresa está prestando solidaridade e auxílio às vítimas e suas famílias".

Vítimas

Jairo Zenaide está lúcido e internado na Clínica de Ortopedia do Hospital Federal de Bonsucesso, na zona norte. Liliane de Souza Rangel, de 36, está internada no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Hospital Pasteur, no Méier, zona norte. Gláucia Pereira de Andrade, de 56, segue internada no Hospital Estadual Alberto Torres, em São Gonçalo, cidade da região metropolitana.

Luiz Fernando Costa permanece no Hospital do Coração de Duque de Caxias, mas o boletim médico oficial ainda não foi publicado. A concessionária Lamsa, responsável pela via expressa, ainda não definiu o cronograma para reconstrução da passarela.