Depoimento prestado à polícia por Natália Mingoni Ponte, mãe de Joaquim Ponte Marques, 3 anos, encontrado morto no domingo, reforçou a suspeita da polícia sobre o padrasto do menino, Guilherme Raymo Longo. Joaquim desapareceu na terça-feira da semana passada, em Ribeirão Preto (SP). O corpo dele foi encontrado cinco dias depois em um rio, em Barretos (SP), a 150km da casa dele. No mesmo dia, Natália disse à polícia que Joaquim era visto por Guilherme como um incômodo na vida do casal. Presos temporariamente, os dois não foram ao enterro do corpo do menino, ontem, em São Joaquim da Barra (SP).
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Mãe e padrasto são impedidos de ir a velório de JoaquimMãe e padrasto são investigados pela morte do garoto JoaquimInvestigações continuam e padrasto de Joaquim deve ser ouvido hoje em SPMenino Joaquim pode ter morrido por excesso de insulina, afirma delegadoPara o Ministério Público e a polícia, ainda não está claro qual seria a participação de Natália no crime. Como os suspeitos estão presos, os investigadores têm 30 dias para levantar provas contra o casal. “Continuamos o tendo (Guilherme) como suspeito. Todas as provas reforçam essa convicção”, disse o delegado responsável pelo caso, Paulo Henrique Martins de Castro. Segundo ele, o resultado da perícia no aparelho de insulina de Joaquim sairá em 15 dias. Castro ouviu também parentes do casal, mas a fase de interrogatórios ainda não terminou. Ontem, Natália prestou novo depoimento, mas o conteúdo não foi revelado.
VELÓRIO No enterro do corpo de Joaquim, o pai da criança, Artur Paes, se debruçou sobre o jazigo do filho e chorou muito. Os avós e os amigos da família também estavam emocionados. Cerca de 500 pessoas participaram do velório, e a Polícia Militar precisou organizar filas e montar um esquema para garantir segurança. Muitos clamavam por justiça. No domingo, após a confirmação da morte da criança, moradores de Ribeirão Preto cercaram a casa da família e insultaram o padrasto do menino.