O efetivo de policiais militares que participavam do convênio entre a Prefeitura e o governo de São Paulo caiu pela metade, de 3.439 para 1.853. Ao fazer um pente-fino no programa, a gestão Haddad constatou que a Prefeitura de São Paulo pagava por 2.074 postos para a operação diurna e por 1.300 para a noturna. Mas, com a adoção de um novo sistema de medição de trabalho dos policiais, foi constatado que apenas 1.417 PMs participavam da operação de dia e 92 à noite.
Ao constatar a diferença entre os valores pagos e o número que PMs que realmente trabalhavam no acordo, Haddad quis transferir parte dos soldados que ficava no centro, fiscalizando o mercado ambulante, para bairros da periferia, em rondas próximas de locais com alto registro de violência e de escolas. A maior parte dos policiais, porém, recusou a transferência e não quis mais participar do ‘bico oficial’, que paga até R$ 1.900 mensais aos participantes.
Na região da Lapa, os fiscais terceirizados terão salário médio de R$ 1.400 para ajudar a fiscalizar camelôs ilegais que hoje ocupam ruas da Vila Leopoldina, próximo ao Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp). Eles também terão como missão retirar das vias públicas carros abandonados e entulhos. As equipes devem trabalhar até mesmo aos sábados e domingos.