"A operação cruzou dados pela Controladoria, o Ministério Público (MP) foi acionado, recorreu ao Judiciário, que ofereceu apoio com quebra de sigilos", disse o prefeito de São Paulo. "O dia é importante porque demonstra o acerto da Controladoria-Geral do Município", completou, numa referência ao órgão criado na gestão dele.
De acordo com Haddad, a operação e a criação da Controladoria mostram que é possível separar porcentual mínimo de funcionários públicos corruptos dos que se dedicam ao interesse público. "Não houve problemas só na Secretaria das Finanças, foi um dos maiores escândalos da cidade de São Paulo", avaliou.
Segundo o prefeito, não se trata de devassa "em qualquer administração", uma vez que o escândalo teve início no governo de Kassab. "Esse órgão (Controladoria) mostra atitude proativa contra corrupção e mostra que a criação de controladoria e parceria com o Ministério Público é mudança de atitude", disse. "Ação tem repercussão do ponto de vista ético e financeiro na Prefeitura e a Controladoria tem carta-branca total para chegar às últimas consequências." Haddad citou que o patrimônio não declarado dos envolvidos beira R$ 100 milhões e lembrou que a ação desta quarta-feira só foi possível com a conexão da evolução patrimonial com a investigação de corrupção.