"Não queremos que seja um ataque ao governador, pois ele tem dado apoio ao teatro. Se percebermos algo nesse sentido, vamos avaliar. Nossa preocupação é ele sair do cargo no fim do ano (em favor do vice-governador Luiz Fernando Pezão, do PMDB, que deve concorrer ao posto em 2014)", disse a instrumentista Jesuina Passaroto. Músicos, cantores e bailarinos se sentem subutilizados. Reclamam do número baixo de óperas e balés e também das poucas récitas marcadas. Dizem que os eventos que ocupam o teatro mediante pagamento de aluguel têm privilégio na agenda em detrimento das óperas, concertos e balés.
"Na orquestra, há 59 vagas e só 39 foram abertas para concurso. No coro, são 42 vagas, mas só abriram 22", afirmou o representante do conjunto vocal, Pedro Olivero, que lembra que a Lei 3.741, de 2001, que dispõe sobre a reestruturação do quadro permanente do teatro, não é cumprida. "Concurso na área administrativa não é feito desde 1988. Nos corpos artísticos, desde 2002. O teatro deveria ter cerca de 700 funcionários, mas tem 400", calcula Jesuina.