Santa Catarina passou o fim de semana em estado de alerta por causa das chuvas. A cidade mais prejudicada foi Rio do Sul, que no sábado decretou situação de emergência por causa da cheia do Rio Itajaí-Açu, que ultrapassou 10 metros o nível normal. No balanço divulgado às 18h50 pela Defesa Civil, mais de 4 mil pessoas estavam desabrigadas ou desalojadas em 56 cidades prejudicadas pela chuva.
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Chuva de granizo danifica mais de seis mil casas no estado do ParanáDefesa Civil de SC contabiliza 56 municípios prejudicados pelas chuvasVendaval deixa dois mortos e mais de 60 feridos no interior de São PauloMesmo com chuva forte, trânsito em SP está 'normal'Chuvas em Santa Catarina atingem mais de 20 mil pessoasAo todo, cinco municípios estavam ontem em situação de emergência: Saltinho, São José dos Cedros e Santa Terezinha do Progresso, no extremo oeste, por causa dos prejuízos causados pelo granizo; Benedito Novo e Rio do Sul, na região do Vale do Itajaí, por causa da cheia do rio. O município de Ascurra também deve decretar emergência.
Em Rio do Sul, a cidade mais prejudicada, 1,5 mil pessoas estavam, até ontem, desalojadas e 480, desabrigadas. A Rodovia SC-350, que leva ao município, foi interditada. O comerciante Dirceu Masson, de 39 anos, conta que na tarde de ontem o alagamento estava a 400 metros de sua padaria. “Desde sábado, começamos a retirar as mercadorias da loja para evitar perdas. A água está chegando aqui.” Para ele, com o trauma das últimas chuvas, em 2009 e 2011, a população aprendeu a se preparar.
Blumenau
Com um histórico de tragédias climáticas com enchentes e deslizamentos, Blumenau começou a se preparar durante toda a semana. Foram preparados 30 abrigos, e a Defesa Civil da cidade mapeou as áreas com risco de deslizamentos e monitorou de hora em hora o nível do Rio Itajaí-Açu.
Na medição das 20h, a cheia alcançou mais de 10 metros acima do normal e causou alagamentos em algumas ruas. A previsão era de que o pico não ultrapasse 11 metros. Houve um deslizamento durante a madrugada, mas sem feridos, e 89 pessoas ficaram desabrigadas.
“Estamos muito apreensivos. Não sabemos qual o volume que o rio vai atingir. Abrimos o mercado hoje (ontem) porque as pessoas precisam comprar comida. Mas vamos retirar os produtos à noite”, contou a comerciante Marta Scottini, de 59 anos. Segundo ela, com 13 metros acima do normal, a água invade o seu estabelecimento. Na enchente de 2011, ela escapou do prejuízo por 70 centímetros. “A Defesa Civil está fazendo um bom trabalho de informação aos cidadãos.”
A Defesa monitora três barragens no Vale do Itajaí. A de Ituporanga ficou com duas comportas fechadas e três abertas, mas no início da tarde ela transbordou. As de Taió e José Boiteux estão com todas as comportas fechadas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.