O detido, pelas autoridades britânicas, deve responder a todas as perguntas, mesmo sem advogado presente. É considerado crime se o detido se recusar a responder as perguntas - independentemente dos motivos da recusa - ou não cooperar plenamente com a polícia.
No segundo parágrafo, Patriota lamentou que a detenção de Miranda tenha ocorrido “sem aviso prévio” e também a proibição de ele conversar com as autoridades consulares brasileiras. No terceiro parágrafo, o chanceler reitera o pedido de explicações sobre a detenção do brasileiro. “Queremos ser informados sobre as razões da detenção”, diz o texto.
Patriota, no último parágrafo, cobra a devolução dos bens de Miranda. O brasileiro contou que no momento em que foi detido teve apreendidos um computador portátil, um pendrive, jogos eletrônicos e um telefone celular.
Anteontem (19), Patriota conversou, por cerca de dez minutos, por telefone, com Hague, cobrando explicações sobre a detenção. O chanceler brasileiro mencionou que o episódio causou indignação tanto da opinião pública como do governo. O chanceler brasileiro ressaltou para que situações semelhantes não se repitam.
Miranda é companheiro do jornalista do diário inglês The Guardian, Glenn Greenwald, que divulgou informações sobre o esquema de espionagem do governo norte-americano. O brasileiro estava de passagem por Londres, vindo de uma viagem a Berlim (Alemanha), para onde foi em busca de mais informações e dados sobre a série publicada por Greenwald.