O delegado-geral da Polícia Civil do Estado de São Paulo, Luiz Maurício Souza Blazeck, disse na tarde desta quinta-feira, 08, que as declarações do comandante do 18º Batalhão, coronel Wagner Dimas, sobre o crime ocorrido esta semana na Brasilândia, na zona norte da capital, também o surpreenderam. Dimas afirmou nessa quarta-feira, 07, que a cabo Andreia Pesseghini, de 36 anos, morta em casa com a família, havia denunciado colegas por participarem de roubos a caixas eletrônicos.
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Comandante volta atrás e nega que PM morta tenha denunciado colegasNo Facebook, três mil acreditam na inocência de menino que teria matado paisJornal britânico destaca suspeita de armação contra garoto na morte de PMsPolícia colhe novos depoimentos sobre caso PesseghiniTio de menino suspeito de matar a família depõe e evita dar declarações à imprensaSuposto assassinato de PMs por filho intriga especialistasPMs mortos davam aulas de tiro e direção para filhoSegundo Blazeck, a surpresa ocorreu porque o fato novo apresentado pelo comandante Dimas não estava na dinâmica dos assassinatos. "Para ter relevância para as investigações", disse "é preciso existir um nexo de causalidade entre as acusações e o crime". Na visão do delegado-geral, essa relação não parece existir.
O crime
Na segunda-feira, 05, foram encontrados na residência da família na Brasilândia os corpos de Andréia Pesseghini, Luiz Marcelo Pesseghini, de 40 anos, sargento da Rota, Benedita de Oliveira Bovo, de 65, Bernardete Oliveira Silva, de 55, e do estudante Marcelo Pesseghini, de 13 anos, filho do casal. Todos foram mortos com um tiro na cabeça. A única hipótese trabalhada pela polícia no momento é que o garoto cometeu as execuções e se suicidou em seguida.