O comandante do 18º Batalhão da Polícia Militar de São Paulo, coronel Wagner Dimas, afirmou ontem que a cabo da PM Andreia Regina Pesseghini, de 36 anos, havia denunciado colegas policiais por envolvimento com roubo a caixas eletrônicos. Ela e quatro familiares foram encontrados mortos com tiros na cabeça na segunda-feira dentro de casa, em Brasilândia, Zona Norte da cidade. O coronel, que era chefe de Andreia, diz que apenas um grupo restrito de policiais sabia da acusação feita pela policial.
O comandante diz que a cabo nunca relatou à PM que estava sofrendo qualquer tipo de ameaça. Ainda segundo o coronel, a investigação não chegou a nenhuma conclusão, mas alguns policiais foram transferidos para o setor administrativo ou transferidos.
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Perícia localiza três armas e luvas na casa onde menino teria matado a famíliaImagens mostram menino Marcelo saindo do carro da mãeFamília de PMs assassinada é enterrada em São PauloColega de escola diz que filho de PMs já planejava matar a famíliaPolícia investiga se filho matou pais PMs e cometeu suicídioMarcelo Pesseghini teria avisado colega sobre assassinatos de familiaresCabo morta comunicou comando, dizem PMs a majorSargento teria sido morto 10 horas antes do restante da família em São PauloComandante volta atrás e nega que PM morta tenha denunciado colegasNo Facebook, três mil acreditam na inocência de menino que teria matado paisSegundo Franco, o menino usava uma camiseta branca, com sangue dele. Não haveria sangue de outras vítimas. Seria a mesma camiseta que o rapaz usava sob a jaqueta que ele veste no vídeo que o mostra chegando a sua escola. O delegado afirmou que a família já estava morta quando o menino dormiu no carro. "O menino tinha una doença (fibrose cística), tomava remédios. Você acha que os pais deixariam a criança passar a noite toda fora, sendo que não eram desleixados? Ele (Marcelo) sabia que eles estavam mortos. Isso é evidente", afirmou.
Veja vídeo em que o garoto é visto indo para a escola
Luva
Franco disse desconhecer a informação, dada pelo coronel Wagner Dimas, de que a cabo havia colaborado nas investigações sobre PMs envolvidos em roubo de caixas eletrônicos. "Ontem (anteontem) o comandante-geral da PM disse isso, que foi investigado e que nada foi comprovado", afirmou. Sobre informações de que Marcelo tinha um hematoma no braço, o que indicaria uma agressão, o policial disse "que isso só será possível saber após a conclusão do laudo pericial".
A polícia encontrou ontem também uma luva cirúrgica dentro do carro da família. O que se investiga é se ela foi usada no crime. "Ele usou o carro, dormiu dentro do carro e pode ter usado a luva”, analisou.
Condenado na rede
Em menos de 24 horas, desde que a polícia divulgou que o maior suspeito da chacina familiar em Brasilândia, na Zona Norte de São Paulo, é o garoto Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, de 13 anos, sete perfis falsos do menino foram criados no Facebook. Quatro deles usaram a mesma foto de perfil do original, já retirado do ar: a imagem do protagonista da série de videogames Assassin’s Creed, Ezio Auditore. O mais antigo deles, criado na tarde de terça-feira, acumulava 1.379 curtidas às 17h de ontem. Até o início da noite, estavam no Facebook também três comunidades com os títulos “Eu não acredito na culpa de Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini”, “Não foi o Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini” e “Foi sim o Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini”. A maioria deles destinava-se a condenar o garoto, incluindo xingamentos. Alguns usuários postaram que estavam denunciando o perfil falso e as comunidades ao Facebook, outros criticavam a iniciativa: “Que isso, gente, fazer um ‘face’ só para curtir com a desgraça dos outros? É ridículo”, dizia um deles.