Segundo o diretor do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, Douglas Mastins Izzo, os docentes, além de "abraçar" a pauta única das centrais, esperam que o governo estadual cumpra a Lei 11.378, que estabelece o cumprimento de 33% da jornada do professor fora da sala de aula.
"Essa lei foi aprovada pelo Congresso Nacional e o governo estadual insiste em não aplicá-la. A lei garante que o professor ganhe salário quando trabalha extraclasse preparando aula, corrigindo prova, ou investindo em sua formação", disse Izzo.
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Estivadores invadem por mar terminal do Porto de SantosPM divulga carta em resposta às críticas e enaltece ações policiais nas manifestações Táxis especiais fazem ponto na porta do Hospital João XXIIIO presidente da Central Única dos Trabalhadores em São Paulo (CUT-SP), Adi dos Santos, disse que a categoria luta especificamente para que o Projeto de Lei 4.330, que terceiriza o serviço em vários setores da metalurgia não seja aprovado. "Se for aprovado, esse projeto de lei acabará com vários benefícios conquistados pelos trabalhadores. Pode gerar o fim da carteira profissional, porque as empresas poderão transformar os celetistas em pessoas jurídicas, o que precarizará a vida dos trabalhadores."
Santos considera positiva a mobilização desta quinta-feira, com a adesão de trabalhadores das principais capitais do país ao chamado das centrais sindicais. "Não chamamos uma greve geral, mas, sim, um dia de mobilizações e paralisações, e isso pode ocorrer de diversas formas. Esta é uma expressão da força do movimento sindical%u201D, ressaltou Santos, que não soube informar quantas categorias aderiram ao Dia Nacional de Luta. Segundo ele, uma reunião das centrais deverá apontar, posteriormente, a amplitude do ato.
A vice-presidenta da Força Sindical, Eunice Cabral, destacou que o cenário político é favorável para atender à pauta do movimento. "São questões que já estavam colocadas há um tempo e nunca foram atendidas, mas agora, com essa onda de mobilizações, a população expressou seu descontentamento com vários temas e os trabalhadores também precisam ser ouvidos."
Eunice Cabral estima que 3 milhões de trabalhadores ligados à Força Sindical paralisaram as atividades hoje, em todo o país.