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Médicos do CE ocupam Assembleia Legislativa em protestoMédicos fazem protestos hoje em todo o país"A revalidação do diploma para quem cursa medicina no exterior é uma obrigação legal, prevista na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), de 1996. É uma reciprocidade do Brasil, já que outros países exigem o mesmo. A proposta do governo é criminosa e ilegal. A população mais pobre, que é a mais dependente do SUS não pode ser atendida por médicos cuja qualificação é desconhecida."
Segundo ele, atualmente, há cerca de 50 mil médicos em atividade no Estado do Rio. "O médico não vai para o interior porque não tem condições de trabalho e porque o salário não compensa. Para um plantão semanal de 24 horas, o governo estadual paga R$ 200 de remuneração básica. Com as gratificações, o salário chega a R$ 1.300. Será que os estrangeiros vão aceitar trabalhar no interior, nas atuais condições e com esse salário? A solução para esse problema é a transformação da profissão de médico em carreira de Estado, como na Justiça e no Ministério Público (MP). Por que não falta juiz e promotor no interior?"
A presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj), Márcia Rosa de Araújo, defendeu a atualização do valor da gratificação paga aos médicos pela administração federal, que, conforme ela, foi prometida há um ano. "Também somos contra a privatização da saúde. Em nível federal, com a Ebserh. Nos Estados e municípios, com a transferência das unidades de saúde para as organizações sociais (OSs). A iniciativa privada visa ao lucro, e não ao bem-estar social." Rosa criticou ainda a "importação" de médicos estrangeiros sem revalidação do diploma. "Em qualquer país, médicos estrangeiros precisam fazer uma prova. Por que no Brasil vai ser diferente? Será que é porque esses estrangeiros só vão atender os pobres?"