Durante audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), a assistente social Marcia Soares Vieira, responsável por apresentar o levantamento, disse que os ataques a mulheres que estão indo ou vindo do trabalho e em vias públicas ocorrem tarde da noite ou de manhã cedo. De 2011 para 2012, os ataques nesses espaço saltaram de 57 para 129, um aumento de 126,3%. Este ano, até maio, foram 19.
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Pastor acusado de estupro tem pedido de habeas corpus negadoDenúncias de estupro aumentam 23% no RJ, diz políciaMarcia explicou que estupros a caminho do trabalho, na saída ou no local são acidentes de trabalho e precisam ser notificados ao poder público. Nestes casos, as mulheres têm direito a estabilidade no emprego e benefícios previdenciários e de saúde. "Essas mulheres podem surtar, descompensar, adoecer e deixar de trabalhar, a faltar. Mas não podem ser demitidas", explica.
Durante a audiência pública na Alerj, a chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, a delegada Martha Rocha, disse que vários fatores explicam o aumento de casos de estupro no estado, de 23,8% (ou 1.158 vítimas a mais), entre 2011 e 2012. Entre eles, o aumento do número de denúncias e a lei mais abrangente. %u201CHoje o estupro vai do beijo roubado a conjunção carnal%u201D, disse.
Em 2013, segundo dados preliminares apresentados pela delegada, até o final de abril, pelo menos 1.822 pessoas foram estupradas no estado fluminense, sendo a maioria mulheres na Baixada Fluminense (região do estado do Rio composta por 13 municípios e população superior a 3,7 milhões de habitantes, mais de 50% da população do estado). Outra preocupação levantada por Martha é com casos de estupros contra crianças, inclusive menores de 5 anos e bebês, dentro de casa, por familiares.