Durante o depoimento, o acusado confessou que não aceitava que Fernanda estivesse com outro namorado. Victor contou que a intenção era cometer suicídio na frente da vendedora, na loja em que ela trabalhava. Porém, quando Fernanda revelou que estava em relacionamento com outra pessoa, Victor teria perdido o controle.
A promotoria mostrou a faca com sangue para o réu e perguntou se tinha sido com aquela faca que ele tinha matado a vendedora. Victor abaixou a cabeça e não conseguiu olhar a faca.
Mais cedo, o depoimento de um amigo do acusado causou polêmica no tribunal. "O Victor só pode ter feito isso porque algo o impulsionou", afirmou o rapaz, que disse que Borges era "um cara de bem com a vida". O juíz Sábio Esteves questionou "Então ela foi responsável pela própria morte?". O amigo respondeu: "Ela não foi responsável pela morte, mas poderia ter evitado se tivesse terminado o relacionamento definitivamente. Ele não queria dividir ela com outra pessoa".
Uma ex-funcionária afirmou, também em depoimento, que recebeu uma ligação de Victor e disse que não sabia de Fernanda, pois não trabalhava mais no shopping. Victor respondeu que quem estivesse perto de Fernanda corria perigo. A testemunha telefonou para Fernanda alertando-a da ameaça quinze minutos antes do crime.
O crime
A vendedora Fernanda Alves, 25 anos, foi assassinada pelo ex-companheiro, segundo a acusação. Ele invadiu a loja em que ela trabalhava e desferiu golpe de faca. Fernanda correu para a área do provador, mas foi atingida por outra facada na nuca. A vítima ainda conseguiu correr para fora do estabelecimento, gritando por socorro, mas caiu atrás do balcão de informação, próximo a uma cafeteria.