A Prefeitura confirmou o pagamento ainda neste mês do aumento de 10,19% e de 13,43% para maio de 2014 (também resultado de negociações com o último governo). Para os professores, a única proposta do atual prefeito Fernando Haddad (PT) é a de um reajuste de 0,18% para todo o funcionalismo da cidade neste ano.
Ainda segundo a categoria, Haddad teria afirmado que vai descontar os dias de greve dos salários dos servidores. "O Governo Haddad não está reconhecendo o direito à greve dos professores. Eles disseram que vão descontar os cerca de 20 dias de paralisação", disse Cláudio Fonseca, presidente do Sinpeem. Para Fonseca, além de inconstitucional, o desconto mostra contrariedade entre os princípios do partido e a sua atuação no governo.
Em carta destinada aos professores e entidades sindicais, a Secretaria Municipal de Educação apresentou, também nesta terça-feira, um conjunto de dez propostas para a melhoria da qualidade de educação na cidade. Entre as medidas, estão questões sobre segurança nas escolas, formação profissional e a promessa de rever o agrupamento de séries diferentes em salas da educação infantil. Com isso, a pasta disse esperar que "as escolas que não estejam em pleno funcionamento retornem ao regular atendimento de todas as crianças".
A greve deve continuar, pelo menos, até a próxima sexta-feira, dia 24, quando a categoria se reúne em nova assembleia. No sábado, 25, as entidades pretendem realizar uma caminhada cívica, com a participação da população, em defesa da educação pública, contra a violência nas escolas e por melhores condições de trabalho.