Em depoimento na 82ª Delegacia de Polícia (Maricá), os presos confessaram o assassinato. Eles contaram que, após o programa, a vítima não quis pagar o valor combinado, que seria de R$ 150. Teve início uma briga. Os acusados agrediram o homem a pedradas, até matá-lo. A dupla também pretendia incendiar o carro e o corpo da vítima, um Corsa vermelho, para apagar sua impressão digital, mas foi detido antes por uma viatura do 12º Batalhão da PM (Niterói).
Os PMs chegaram até eles porque testemunhas viram quando os dois deixaram o Corsa, onde estava o corpo. Eles voltavam de um posto de combustível, onde encheram uma garrafa com gasolina. A dupla também estava com a chave do Corsa da vítima. A abordagem ocorreu na Avenida Vereador Francisco Sabino da Costa, no bairro Mumbuca.
"A vítima não foi morta por ser homossexual. Não foi um crime de ódio. O que motivou o assassinato foi a desavença em relação ao valor do programa. Se os acusados fossem homofóbicos, não estariam envolvidos num programa dessa natureza", explicou o delegado Henrique Pessoa, da 82ª DP.
Os presos foram indiciados por homicídio duplamente qualificado (por motivo torpe e por impossibilitarem a defesa da vítima). Se condenados podem pegar até 30 anos de prisão.