As investigações que resultaram na ação batizada de Operação Prelúdio II foram iniciadas há oito meses, e concluíram que uma milícia se formou na região de Pedra de Guaratiba, em 2011. De acordo com a Seseg, a quadrilha é liderada pelo policial militar André Amaro Melo. Amaro, como é conhecido na região, seria o terceiro homem na hierarquia da quadrilha do miliciano Toni Ângelo de Souza Aguiar.
Segundo o delegado responsável pelas investigações, Roberto Leão, os bandidos exigem dos comerciantes e moradores o pagamento de taxas de proteção, monopolizam a venda de cestas básicas e botijões de gás, promovem loteamentos irregulares, controlam os serviços de transporte alternativo de vans e moto táxis, vendem combustíveis de origem clandestina e exploram a distribuição ilícita de sinal de TV a cabo e internet, entre outros. O grupo de milicianos seria responsável ainda pela venda de armas de fogo a outros criminosos.
As investigações apontaram que a quadrilha comete assassinatos de moradores que não se submetem às suas regras, assim como de testemunhas de seus delitos ou ainda de possíveis criminosos que teriam atuado na região. "Desarticular esse bando é fundamental no combate à milícia na cidade. Os moradores, que mais sofrem com as ações violentas desse grupo, terão mais tranquilidade. O grupo também terá um grande impacto financeiro com a paralisação de suas atividades. Seu enfraquecimento é importante no combate às milícias da zona oeste", afirmou o delegado Roberto Leão.