Acessibilidade
São Paulo tem aproximadamente 30 trilhões de m? de calçadas, mas desses apenas 545 ? são considerados acessíveis. Neste semana, uma série de reportagens da TV Estadão acompanha a rotina da estudante Michelle Balderama, de 26 anos e que usa cadeira de rodas há seis. Para ela, as calçadas são as maiores dificuldades encontradas no caminho que faz do bairro onde mora, na zona norte da capital, até o trabalho, na zona sul.
"O pior são as calçadas. Além dos buracos e da falta de rampas, em muitos locais eu sou obrigada a circular pela rua, bem próximo de carros, ônibus e motos", diz Michelle. "Eu já quase fui atropelada e já caí no chão. Pouco tempo atrás, eu cheguei ao trabalho toda suja, com a roupa rasgada e joelho sangrando, porque tinha um buraco na calçada."
Segundo a prefeitura de São Paulo, a responsabilidade pela acessibilidade das calçadas também é dos proprietários dos imóveis. A lei das calçadas estabelece uma série de regras a serem seguidas pelos donos na construção e na manutenção das faixas. Entre elas, a definição da largura mínima de 1,20 m para a passagem de pedestres, a exigência de materiais de revestimento adequados e a proibição de grandes inclinações.
O poder público assume a responsabilidade de oferecer informações padronizadas e pode até fazer as adaptações necessárias nas calçadas, mas a conta é do dono do imóvel. Apenas as rampas de acesso das calçadas são de responsabilidade das subprefeituras da cidade, de acordo com o site da prefeitura.