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Construção de arena no Jockey Club vai parar na JustiçaJockey põe à venda sede de R$ 90 milhõesJustiça volta a barrar arena de shows no Jockey, em São PauloA construção começou em fevereiro sem as autorizações dos órgãos de defesa do patrimônio. As plantas da arena de espetáculo só foram enviadas ao Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado (Condephaat) em 21 de março.
A juíza Liliane Keyko Hioki, da 3.ª Vara da Fazenda Pública da capital, escreveu em sua decisão que outros documentos estão faltando. “Também não há as autorizações prévias exigidas pela legislação municipal para a realização de obras e muito menos os estudos e oitivas da população, como se prevê no Estatuto das Cidades.”
A decisão atendeu a uma ação cautelar proposta quinta-feira pelo promotor José Carlos de Freitas, de Habitação e Urbanismo. A juíza determinou que a construção fique suspensa até o julgamento da ação ou até que a XYZ e o Jockey consigam “as autorizações necessárias e promovam os estudos e a audiência pública”. Para o promotor Freitas, a falta de um estudo de impacto na vizinhança será um dos pontos mais delicados. “Um estudo desse porte leva tempo para ser feito.”
O contrato entre XYZ e Jockey tem duração de quatro anos - prorrogáveis por mais quatro. O nome da arena foi vendido a uma empresa de telefonia e havia informações sobre espetáculos já a partir do segundo semestre.