Antes de começar a erguer a estrutura metálica, a XYZ deveria ter solicitado autorização aos órgãos de defesa do patrimônio. O Jockey Club foi tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado (Condephaat) em novembro de 2010. "A intervenção está localizada em perímetro de tombamento e, portanto, deveria necessariamente ter passado pela aprovação do Condephaat antes de sua execução", afirmou o órgão.
Embora as obras tenham começado em fevereiro, as plantas da arena de espetáculo só foram enviadas ao Condephaat em 21 de março. No mesmo período, foi encaminhado um pedido ao Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental (Conpresp). Antes da aprovação desse pedido, a obra também não poderia ter começado.
A empresa responsável pela arena apresentou recurso contra o embargo da Prefeitura, que está sendo analisado pela Comissão de Edificação e Uso do Solo desde 17 de abril. A XYZ informou que, após procurar o Jockey, "apurou tudo o que seria necessário para implementar o projeto de acordo com as leis". A empresa disse que encaminhou toda a documentação exigida "dentro dos devidos prazos" e os processos de autorização "transcorrem dentro da mais absoluta normalidade".
Além do problema com a documentação, a obra enfrenta resistência de sócios do Jockey. Eles reclamam que não foram consultados sobre a substituição de um campo de futebol pela arena. "Não houve nenhuma discussão. Sabemos que o clube passa por dificuldades, mas por que foi escolhida essa empresa e não outra? Por que uma casa de shows e não outro tipo de atividade?", questionou o empresário João Olyntho Antunes Oliveira. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.