Também participaram do ato a Central Única dos Trabalhadores (CUT), União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Nova Central e Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB).
O pedreiro Antônio Carlos Carvalho, 40 anos, trabalha há 15 anos na construção civil e acredita que nesse período houve avanços na exigência de equipamentos, mas ainda é comum o descumprimento de normas de segurança, tanto por empresas quanto por funcionários. “Já vi muitos acidentes ocorrerem, mas ainda bem que nenhum com morte. A empresa tem que ficar em cima e o funcionário tem que cumprir. Se não for assim, todo mundo se dá mal”, disse.
Para o secretário-geral da UGT, a redução de acidentes passa pela democratização dos ambientes de trabalho, com a formação de comissões internas de Prevenção de Acidentes (Cipa). “Algumas são formadas apenas para constar. É necessário fortalecer esses instrumentos para que o trabalhador se comprometa e diga não às condições insalubres”, avaliou.
Gonçalves esclareceu que o local escolhido para encerrar o ato é simbólico. Para ele, o Ministério do Trabalho deve estar atento às políticas públicas necessárias à diminuição do número de acidentes. Segundo o último levantamento divulgado pelo Ministério da Previdência Social, ocorreram 711 mil acidentes em 2011 no ambiente de trabalho em todo o país. Naquele ano, foram registradas, em média, oito mortes por dia.