O delegado Marcelo Mendes Arigony, um dos responsáveis pelo inquérito que investigou a tragédia de Santa Maria, lamentou que apenas oito dos 16 indiciados pela polícia tenham sido denunciados pelo Ministério Público. Ele manifestou a opinião durante audiência pública da comissão da Câmara sobre a tragédia da boate Kiss nesta quarta-feira (3/4).
Durante a reunião, Arigony, junto com o outro responsável pelas investigações, o delegado Sandro Luís Meinerz, apresentou o trabalho realizado durante o inquérito e respondeu perguntas dos deputados. Arigony, que além do envolvimento policial no acontecimento, também perdeu uma prima no incêndio, expressou decepção ao falar sobre a denúncia que o Ministério Público entregou na última terça-feira.
Em um segundo momento, o deputado Nelson Marchezan Junior, questionou os representantes da polícia sobre a ausência de questionamentos ao Ministério Público, que firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com os donos da boate Kiss. Para ele, o fato de nenhum servidor do MP ter sido interrogado indica uma decisão de linha investigativa, que teria decidido deixar o órgão fora das investigações da Polícia Civil.
Os delegados deixaram claro que não houve questionamentos direcionados ao MP porque não é atribuição da Polícia Civil indiciar os servidores do órgão. "Não deixamos de investigar por negligência e sim por falta de atribuição", explicou Arigony.
Tragédia
No dia 27 de janeiro, um incêndio na Boate Kiss, na cidade Santa Maria (RS), resultou na morte de 240 jovens. A Polícia Civil do Rio Grande do Sul apresentou relatório responsabilizando 35 pessoas pelas mortes e indiciando criminalmente outras 16.
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Em um segundo momento, o deputado Nelson Marchezan Junior, questionou os representantes da polícia sobre a ausência de questionamentos ao Ministério Público, que firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com os donos da boate Kiss. Para ele, o fato de nenhum servidor do MP ter sido interrogado indica uma decisão de linha investigativa, que teria decidido deixar o órgão fora das investigações da Polícia Civil.
Os delegados deixaram claro que não houve questionamentos direcionados ao MP porque não é atribuição da Polícia Civil indiciar os servidores do órgão. "Não deixamos de investigar por negligência e sim por falta de atribuição", explicou Arigony.
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No dia 27 de janeiro, um incêndio na Boate Kiss, na cidade Santa Maria (RS), resultou na morte de 240 jovens. A Polícia Civil do Rio Grande do Sul apresentou relatório responsabilizando 35 pessoas pelas mortes e indiciando criminalmente outras 16.