A estudante Amanda Santana Silva, de 19 anos, não queria ir à segunda aula de Farmácia, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Queria evitar o trote. Foi convencida pela mãe, Conceição Rodrigues Santana. Sentada perto do motorista, acabou presenciando toda a briga que levou ao acidente. “Ela estava no banco da frente, viu tudo. Depois do acidente, o rapaz (o estudante Rodrigo dos Santos Freire) saiu andando do ônibus”, contou Conceição. Ela se emocionou ao visitar a filha, internada com fratura no tórax. “Ela chora de dor.”
Amanda contou que o motorista André Luiz da Silva Oliveira, de 33 anos, parecia alterado e dirigia em alta velocidade. “Era bastante grosseiro. Ele estava passando com velocidade por vários pontos, sem parar. O rapaz puxou o sinal. Ele parou no ponto para o rapaz descer, mas não deu tempo suficiente”, relatou para a mãe.
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No ponto seguinte, o motorista parou. Mas não abriu a porta da frente para Freire descer. “Quando subiu o viaduto, o motorista começou a incitar o rapaz e o desafiou a bater nele. Em um momento de muita loucura, o rapaz deu quatro chutes no rosto do motorista, que desmaiou. A próxima cena que eu me lembro foi a mureta arrebentando, as coisas quebrando na minha frente”, relatou a estudante, que ouviu muitos gritos durante a queda do veículo.
Fuga das ferragens
Ela contou também que viu quando começou a vazar combustível do ônibus logo após a queda. A estudante pediu ajuda a um pedestre e conseguiu ser retirada das ferragens. “Aí olhei para trás e vi o rapaz que agrediu o motorista em pé com muito sangue, e o motorista caído. Depois disso, não vi mais nada.”