Bonduki também vai propor alterações na legislação municipal para facilitar a mudança de denominação de vias públicas que façam menção a pessoas ligadas à violação de direitos humanos. Hoje, só é possível trocar o nome de ruas e avenidas se os termos expuserem a comunidade ao ridículo ou se duas localidades tiverem a mesma denominação.
A Ponte Imigrante Nordestino, na Marginal do Tietê, levava até o ano passado o nome do general Milton Tavares de Souza, que foi diretor do Centro de Inteligência do Exército (CIE) e suspeito de envolvimento direto com ações de tortura.
Na Vila Leopoldina, uma travessa tem o nome de Sérgio Paranhos Fleury, que chefiou o Departamento de Ordem Política e Social (Dops). Um trecho da Marginal do Tietê é chamado de Castelo Branco, o primeiro presidente do regime militar. O general Golbery do Couto e Silva, um dos ideólogos do regime, é homenageado em uma avenida no Grajaú. Uma praça no Itaim-Bibi leva o nome do almirante Augusto Rademaker, um dos oficiais da junta militar que governou o País em 1969.