Jornal Estado de Minas

Obra que desabou e matou pedestre no Centro de São Paulo era irregular

Homem de aproximadamente foi atingido pelos escombros do desabamento quando caminhava pela calçada

Agência Estado

Antes da chegada dos bombeiros, populares tentaram localizar e resgatar vítimas - Foto: Edson Lopes Jr./Folhapress

 

A obra em um antigo bar e restaurante cuja fachada desabou no começo da noite desta quinta-feira matando um pedestre na Avenida Liberdade, Centro de São Paulo, é irregular. De acordo com o site De Olho na Obra, da Prefeitura de São Paulo não existe alvará para intervenções no local. O responsável pela obra não compareceu na obra para prestar esclarecimentos.

Até o fim da noite, a vítima ainda não havia sido identificada. Só se sabia que era um homem de cerca de 50 anos. Os bombeiros ainda buscavam mais pessoas nos escombros. Um cão farejador era usado nas buscas.

Quando ocorreu o desabamento, cerca de dez pessoas pararam para ajudar, antes que os bombeiros chegassem para isolar o local. Alexandre Hage, de 24 anos, estudante de Direito da FMU, faculdade que fica na frente do local, afirmou que tentou encontrar vítimas, pois temia que algum colega estivesse nos escombros. “A fachada trincou e depois tudo caiu. Foi muito barulho”, disse. Segundo ele, a Polícia Militar chegou primeiro e, cerca de dez minutos depois, vieram os bombeiros.

Pelo menos 19 viaturas e 46 homens do Corpo de Bombeiros participaram da operação. Às 20h30, ainda não havia previsão sobre o fim das buscas. A expectativa era de só parar quando não restasse nenhuma dúvida sobre mais vítimas.

De acordo com Jair Paca de Lima, coordenador da Defesa Civil, ainda existia risco de desabamento do restante do imóvel. O perigo, porém, não se estendia para as casas vizinhas. 

O imóvel fica na esquina da Rua Condessa de São Joaquim. Estava fechado desde o ano passado e passava por uma grande obra de ampliação. De acordo com Camões Salazar, proprietário do posto de gasolina que fica na frente do local, o imóvel havia sido adquirido pelo estacionamento vizinho. A intenção era ampliar o espaço destinado aos veículos. “Estavam construindo um subsolo para comportar mais carros”, conta Salazar.

Por causa do acidente, uma parte da Avenida Liberdade foi fechada pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e havia muitos curiosos no local. A interdição deveria durar pelo menos até a manhã desta sexta-feira.