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Prefeitura de SP não cumpre interdição de boatesJovem de Santa Maria cria ONG para fiscalizar boatesOperação Municipal interdita boates na Zona Sul do RioSouza diz que a administração tem cumprido fielmente o prazo de cinco dias, definido por lei, para dar o alvará às empresas que demonstrem, por meio de documentação, estar regularizadas. “Temos todo o interesse em liberar o funcionamento, desde que a documentação seja corretamente apresentada. Nossa preocupação é ajudar as empresas porque, além de gerar empregos, elas são importantes para a economia local”.
O administrador informou que, entre as pendências mais comuns, estão problemas de adequação à ordem urbanística, regularização fundiária e documentos de identificação e da pessoa jurídica.
“O grande problema está relacionado aos empreendimentos classificados como de risco, que têm de obedecer a uma legislação específica”, disse Messias, ao se referir a estabelecimentos industriais; de produtos inflamáveis ou corrosivos; postos de combustíveis, de gás liquefeito; depósitos ou locais de venda de fogos de artifício; e estabelecimentos de música ao vivo, mecânica ou eletrônica. Estes últimos são assim classificados por serem ambientes fechados e de aglomerações, repletos de fiações elétricas.
Para terem o funcionamento autorizado, os empreendimentos considerados de risco precisam passar por vistorias prévias do Corpo de Bombeiros, da Polícia Civil e do Instituto Brasília Ambiental. Posteriormente são feitas fiscalizações. “A frequência das visitas posteriores é definida pela Agefis , mas situações de denúncias feitas pela comunidade podem nos levar a recomendá-las”, disse Messias.
Um problema bastante comum, segundo o administrador, são as alterações feitas no ambiente, quando fogem do projeto original ou ampliam o negócio. Cabe à fiscalização identificar os casos. “Na nossa avaliação, a fiscalização tem funcionado bem. O trabalho preventivo, cabe aos órgãos , fazê-lo. Só chega à gente quando há problemas”, disse.
Muitos dos empreendedores alegam dificuldades para cumprir exigências do Corpo de Bombeiros, quando implicam em obras, como portas de saída e acessibilidade. Para fazer essas obras eles precisam de profissionais de arquitetura ou de áreas como isolamento acústico, o que demanda tempo.
Messias passa uma mensagem de confiança aos brasilienses quanto à segurança dos estabelecimentos. “Nós cumprimos rigorosamente as exigências da lei e não liberamos licenças para locais que não atendam aos requisitos de segurança”.