Segundo a vítima, os ladrões obrigaram todos os clientes a deitar no chão. Preocupada que acontecesse algum tiroteio, tentou proteger a criança. "Estava com minha irmã e uma amiga e deitamos em cima da minha filha, até para evitar que ela ficasse muito nervosa e chamasse a atenção."
Depois de render clientes e funcionários, os ladrões recolheram bolsas, celulares, carteiras, cartões bancários e dinheiro - levaram, inclusive, os R$ 325 que estavam no caixa do restaurante.
Para fugir, ladrões usaram um Golf de um comerciante de 52 anos, que jantava quando também foi vítima do assalto.
Depois que os ladrões escaparam, o gerente do restaurante chamou a PM. Conversando com clientes, policiais descobriram que o comerciante tinha um iPhone com aplicativo que rastreia, por GPS por meio de um código, a localização de quem está com o celular. Um dos policiais pediu autorização para inserir o código em seu próprio aparelho, idêntico ao da vítima, e descobriu onde estava o celular e, consequentemente, os bandidos. "Com o rastreador, foi muito fácil saber onde eles estavam", disse a enfermeira.
Perseguição
A PM perseguiu os bandidos e conseguiu achá-los na zona norte, de onde é a quadrilha. Os ladrões ainda tentaram fugir, mas o motorista perdeu o controle do carro e bateu em um muro na Rua Coronel Marcilio Franco, na Vila Izolina Mazzei. Parte dos produtos roubados foi encontrada. A polícia prendeu o auxiliar Marco Antonio Duraes de Souza Cordeiro, de 19 anos, e apreendeu um adolescente de 15. Um terceiro suspeito conseguiu escapar.
Na quarta-feira, clientes e funcionários do bar Leporace, no Campo Belo, na zona sul, foram alvo do primeiro arrastão do ano na capital paulista. Até agora, a quadrilha, também formada por jovens, ainda não foi localizada.