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Manifestantes ocupam Belo Monte, diz Norte EnergiaParalisação de Belo Monte causa prejuízo diário de R$ 12 milhõesCongresso Nacional terá que ouvir comunidades afetadas pela construção de Belo MontePuccinelli culpa Funai por impasse com índios no MSMinistério Público Federal pede fornecimento de água e abrigo a ocupantes de Belo MonteJustiça determina negociação para índios deixarem obras de Belo MontePara garantir a integridade patrimonial e dos próprios índios e pescadores, o juiz substituto da Subseção da Justiça Federal no Pará, em Altamira, Marcelo Honorato, também determinou que a Polícia Federal (PF) assuma, com o apoio da Polícia Militar, a segurança da área. E, se possível, garanta o prosseguimento das atividades não afetadas pela ocupação da área da ensecadeira (pequena barragem provisória), na Ilha Marciana, perto de uma das frentes da obra, em Pimental, no Pará.
Por questões de segurança, logo após a ocupação, que ocorreu por volta das 19h de segunda-feira, o Consórcio Construtor Belo Monte retirou da área os 900 funcionários, interrompendo os trabalhos. De acordo com a Norte Energia, alguns operários chegaram a ser mantidos reféns por algumas horas e ao menos um trabalhador, um motorista, se feriu durante a confusão inicial. Após apreender as chaves de caminhões e tratores, os manifestantes permitiram que os trabalhadores deixassem o local das obras a pé.
Segundo o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), participam da ocupação índios das etnias Xipaia, Kuruaia, Parakanã, Arara, Juruna e Assurini, que se uniram a pescadores que há 24 dias protestam contra o barramento do Rio Xingu pelo empreendimento.
De acordo com a organização não governamental (ONG) Xingu Vivo, os índios, pescadores e ativistas sociais decidiram ocupar a obra em protesto contra o que classificam de descumprimento dos acordos firmados pelo Consórcio Norte Energia com os indígenas depois da última ocupação da ensecadeira, em meados do ano.
Procurada pela reportagem, a coordenadora regional da Funai em Altamira, Estella Libardi de Souza, disse ainda não ter sido notificada da decisão judicial. Em Brasília, a assessoria da fundação também não soube informar se o órgão já está a par da determinação.
A Norte Energia informou que foi notificada pela manhã e que irá cumprir a decisão, destacando um representante da Gerência de Assuntos Indígenas para acompanhar as negociações com o grupo de manifestantes.