Há alguns meses, uma propaganda chegou a ser veiculada na TV estrelando a cantora Wanderléa, da Jovem Guarda, incentivando o uso do sinal. Em 2011, o secretário municipal dos Transportes, Marcelo Cardinale Branco, instituiu, com um decreto, esse procedimento. Nada adiantou. Mas a CET está disposta a tentar mudar essa situação. Um grupo de 20 homens e mulheres passará a fazer o “gesto do pedestre” ininterruptamente pelas ruas e avenidas da capital. O foco serão oito subcentros (pontos movimentados de bairros).
O primeiro deles é Pinheiros, na zona oeste, onde os “mãozinhas” à paisana circularão por cruzamentos da Rua Teodoro Sampaio. Depois, se expandirá para a Lapa, na zona oeste, Brás, na região central, Penha e São Miguel Paulista, na leste, Santana e Vila Maria, na norte, e Santo Amaro, na sul. Os orientadores “disfarçados” de transeuntes estarão sempre em ações conjuntas com outros vestidos com um colete e uma mãozinha amarela de plástico. Também haverá mímicos.
Vergonha
“Nossas pesquisas sempre mostram que os pedestres têm vergonha de fazer o gesto. Mas uma pessoa ‘normal’ pode puxá-los para essa prática”, diz a superintendente de Educação e Segurança da CET, Nancy Schneider. De acordo com ela, os motoristas acham mais fácil identificar a intenção da travessia quando há o gestual.
Ao todo, 500 profissionais estão sendo contratados. Eles ficarão por tempo indeterminado nesses locais fazendo a campanha, sempre das 8h às 14h.