“O cardeal dom Eugenio de Araujo Sales deixa seu nome inscrito na história da Igreja Católica pelo relevante papel que desempenhou em toda a sua vida. Em sua trajetória, a preocupação social sempre esteve associada ao trabalho eclesiástico, como bem sintetizam as campanhas da Fraternidade, uma de suas iniciativas que marcam a ação da Igreja em todo o Brasil”, diz a presidenta no texto.
Dilma expressa ainda a solidariedade ao povo do Rio de Janeiro e a todos os admiradores, familiares e amigos do cardeal.
Nesta terça-feira, O papa Bento XVI também enviou um telegrama ao arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani Tempesta, exprimindo “pêsames” pela morte do cardeal dom Eugenio Sales, que comandou a arquidiocese da cidade por 30 anos até 2001. O telegrama ressalta a “longa vida de dedicação à igreja” de Sales.
Em trecho o papa diz "Dou Graças ao senhor por ter dado à Igreja tão generoso pastor que, nos seus quase 70 anos de sacerdócio e 58 de episcopado, procurou apontar a todos a senda da verdade na caridade e do serviço à comunidade, em permanente atenção pelos mais desfavorecidos, na fidelidade ao seu lema episcopal: Impendam et superimpendar (Gastarei e gastar-me-ei por inteiro por vós)"
Segundo a Arquidiocese do Rio, dom Eugenio Sales era o cardeal mais antigo da Igreja Católica, título que lhe foi concedido em 1969, pelo papa Paulo VI. O corpo do cardeal dom Eugenio Sales será velado a partir do meio-dia na Catedral Metropolitana de São Sebastião, no centro.
Sales deverá ser sepultado na cripta (local da igreja onde são enterrados os sacerdotes) da catedral amanhã, quando seu irmão, dom Heitor Sales, voltar de uma viagem à Europa. Sales morreu na noite de ontem, vítima de um infarto. Natural de Acari, no Rio Grande do Norte, Dom Eugenio chegou a ter o nome cogitado entre os candidatos a papa, depois da morte de João Paulo I.