"Tudo tem início, meio e fim - e, para mim, o fim da greve está decretado", avalia. "Agora, existe apenas uma pequena minoria que resiste à convocação do comando."
O coronel admite ainda haver áreas com carência de policiais na Bahia. Ele citou a área do Subúrbio Ferroviário e o bairro de Cajazeiras, em Salvador, a região sul do Estado e o município de Paulo Afonso, no norte baiano. "Nesses casos, temos o reforço de tropas de reserva, como o Choque, e de unidades especializadas, como a da Caatinga", diz, ressaltando que as tropas do Exército continuarão reforçando o policiamento ostensivo no Estado até que "a sociedade se sinta segura".
Lideranças do movimento grevista contestam os dados apresentados por Castro e afirmam que a greve está mantida. "Em muitas cidades, 100% da tropa está parada", afirma o soldado Ivan Carlos Leite, sem listar os municípios. "Esse tipo de agressão do governo, de ameaçar com punições, só serve para inflamar ainda mais os ânimos dos grevistas. Nós temos brios e já mostramos do que somos capazes."