“O que estamos sentindo é que, depois dos acontecimentos dos últimos dias, há um refluxo do movimento. Acredito que muitos policiais que queriam apenas fazer a reivindicação por salários perceberam que algumas lideranças, que estavam tentando articular um movimento nacional, estavam tentando associá-los à prática de atos de vandalismo e crimes, que são inaceitáveis”, disse o ministro à Agência Brasil.
No interior de Pernambuco, a presidenta da República, Dilma Rousseff, disse que ficou "estarrecida" ao ouvir as gravações telefônicas dos líderes dos policiais amotionados em Salvador, divulgadas ontem (8) pela TV Globo. E, assim como a presidenta, Cardozo também é contra a anistia dos policiais que cometeram crimes durante o motim, como depredação do patrimônio público e incitação à greve. “Quem cometeu atos ilícitos tem que responder ”, reforçou o ministro.
Com relação à segurança da capital baiana, que vive a expectativa de receber milhares de pessoas para o carnaval, Cardozo assegurou que os 4,5 mil homens das Forças Armadas, da Força Nacional de Segurança e da Polícia Federal continuarão na Bahia “o tempo que for necessário" e que não há data para a saída dos militares.
Em caso de greve da polícia em outros estados, como no Rio de Janeiro, o ministro garantiu o envio das tropas. “Se houver alguma situação em qualquer estado, o governo federal terá condições de enviar tropas para garantir a segurança da população”.