“Até o momento, não foi confirmado caso ou óbito por rotavírus ou outra doença nas comunidades indígenas da região de Santa Rosa do Purus”, diz nota divulgada nessa quinta-feira pela Secretaria Especial de Saúde Indígena.
Na noite da última quarta-feira, a secretaria havia informado somente oito mortes.
De 1º a 18 de janeiro, 70 crianças indígenas foram identificadas com doença diarreica aguda. Dessas, três morreram e duas continuam internadas para tratamento, que é a base de reidratação oral. Em dezembro passado, foram dez mortes.
Os casos ocorreram em 20 das 46 aldeias na região do município de Santa Rosa do Purus, onde há 3 mil índios. Próximo da fronteira com o Peru, a secretaria alega que o acesso às tribos é difícil, feito por barco.
Equipes de saúde do ministério em Alto Rio Purus e dos governos estadual e municipal foram deslocadas paras aldeias em busca de novos casos e para investigar os motivos das mortes. A orientação é reidratar os doentes com sintomas suspeitos. Já os desidratados e desnutridos são removidos.
Para o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), as mortes mostram o descaso das autoridades com os indígenas no Acre. “O grave é que ninguém faz nada e fica um jogo de empurra-empurra entre as instituições que deveriam estar cuidando da saúde dos povos indígenas”, disse a entidade.