Jornal Estado de Minas

Suspenso processo contra auxiliar de enfermagem que injetou vaselina em garota

Tábita Martins
- Foto: Arquivo PessoalFoi suspenso nessa terça-feira por três anos, o processo contra auxiliar de enfermagem Kátia Aragaki, acusada de homicídio culposo por ter injetado vaselina na veia de uma criança de 12 anos no lugar do soro. O erro provocou a morte da menina em dezembro do ano passado.
A 1ª Vara Criminal de Santana suspendeu o processo com base no artigo 89 da Lei nº 9099/95, que dispõe sobre os Juizados Especiais Cíveis e Criminais, a decisão da Justiça determina que, entre outras exigências, durante o período de suspensão do processo.

Kátia terá de se apresentar mensalmente ao fórum de Santana e  não poderá mudar de endereço sem comunicar ao Juízo. Além disso, a enfermeira deverá prestar serviços em uma Fundação para o Desenvolvimento da Educação, durante dois anos, sete horas por semana. Passados os três anos o processo voltará a ser revisto.

O caso
A estudante Stephane dos Santos Teixeira, de 12 anos, moradora do Jaçanã, zona norte, morreu  no dia 4, de dezembro  do ano passado,  após receber, no Hospital Municipal São Luiz Gonzaga, na mesma região, vaselina líquida no lugar de soro fisiológico.  A injeção foi dada pela enfermeira Kátia Aragaki.

A reação da garota à vaselina foi instantânea. “Ela disse que sentiu a boca seca e se desesperou. Falou para a mãe dela "Eu vou morrer, não deixa".

A menina foi transferida de hospital às pressas e levada para a Santa Casa, em Santa Cecília, na região central. Antes de morrer, teve sete paradas cardíacas.