Seis deputados declararam-se a favor da divisão do estado. Nascido em um município próximo à cidade de Marabá, que será a capital do estado de Carajás, caso a criação do estado seja aprovada, o deputado Wandenkolk Gonçalves (PSDB) argumentou que com a divisão trará mais desenvolvimento, educação e saúde.
Os deputados Wladimir Costa (PMDB), José Priante (PMDB) e Beto Faro (PT) defenderam a realização do plebiscito, mas preferiram manter postura neutra. Já no Senado, nenhum dos três representantes do estado é a favor da divisão.
Os senadores Flexa Ribeiro (PSDB) e a Marinor Brito (PSOL) defendem a manutenção atual do território paraense. Já o tucano Mário Couto não adotou posição em relação à disputa.
Caso a maioria do eleitorado vote pela divisão, o Pará, hoje com área de 1.247.689 quilômetros quadrados, ficaria com 17% desse território, Carajás, ao sul do estado, com 35%, e o Tapajós, localizado a oeste, com 58%.
A votação de domingo ocorre das 8h às 17h. Os eleitores responderão a duas perguntas: a primeira, se eles são a favor ou contrários à criação do estado do Tapajós. Em seguida, devem opinar se são a favor ou não da criação do estado de Carajás. A ordem das perguntas foi definida em sorteio pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O voto é obrigatório para quem tem título de eleitor do Pará, e os que estiverem fora do domicílio eleitoral têm o prazo de 60 dias para justificar a ausência.
Contra a divisão:
deputados
André Dias (PSDB)
Arnaldo Jordy (PPS)
Elcione Barbalho (PMDB)
Josué Bengtson (PTB)
Lúcio Vale(PR)
Miriquinho Batista (PT)
Zenaldo Coutinho (PSDB)
Cláudio Puty (PT)
senadores
Flexa Ribeiro (PSDB)
Marinor Brito (PSOL)
Favoráveis à divisão:
Asdrubal Bentes (PMDB)
Giovanni Queiroz (PDT)
Lira Maia (DEM)
Wandenkolk Gonçalves (PSDB)
Zé Geraldo (PT)
Zequinha Marinho (PSC)
Neutros:
deputados
Beto Faro (PT)
José Priante (PMDB)
Wladimir Costa (PMDB)
senador
Mário Couto (PSDB)