Um dos principais argumentos daqueles que são a favor da divisão é a inviabilidade administrativa de um estado com as dimensões do Pará, o que acaba gerando uma concentração de investimentos para a região da capital, Belém. “O estado não tem dinheiro, tem a pior malha rodoviária do país, problemas no sistema saúde, e as distâncias entre cidades são grandes. Desta forma, o governo não interage. Os municípios do interior estão sem infraestrutura para produção. É preciso descentralizar a administração para aumentar os investimentos do governo federal na região”, afirma o deputado estadual Paulo Liberte Jasper (PMDB).
Pesquisa Ibope
Pesquisa Ibobe encomendada pela Tv Liberal, do Pará, revela que 56% da população do estado é a favor da divisão e 32% é contra. Os indecisos correspondem a 12% dos 1.400 eleitores de Belém e mais 14 municípios de grande porte pesquisados entre os dias 05 e 09 de setembro.A margem de erro é de 2,0% para mais ou para menos.
Plebiscito
A votação que acontece no dia 11 de dezembro é obrigatória a todos os eleitores paraenses. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o plebiscito será feito votado nas seções eleitorais das 8h às 17h e logo após a conclusão do pleito, será feita a apuração do resultado, de acordo com os moldes das eleições tradicionais.