No caso dos estabelecimentos comerciais, o uso dos botijões está proibido por lei.
Restaurantes e lanchonetes, por exemplo, devem ter uma central de GLP, que deve ser instalada por engenheiro qualificado. Os recipientes de 13 quilos são de uso exclusivo em residências. Edifícios que estão em áreas onde há rede da Companhia de Gás (Comgás) devem adaptar-se ao sistema de fornecimento por tubulação.
"Quando fazemos as vistorias, geralmente está tudo certinho. Mas quando damos as costas e os locais já têm o alvará em mãos, muitos proprietários modificam o sistema de gás, burlando a legislação, e não dão a manutenção devida", explica o major do Corpo de Bombeiros Maurício Moraes de Souza.
Outro grave problema, segundo ele, é o comércio clandestino de revenda de botijões. Nesse mercado, são revendidos recipientes sem a devida inspeção pelas empresas que fazem envasamento do gás ou apresentam defeitos na válvula, por exemplo. "Isso faz com que haja vazamento de gás. Esse mercado negro abastece principalmente casas da periferia."