"Tudo isso é lamentável, principalmente porque essa situação não é restrita a uma unidade. A saúde pública vive um caos e é preciso um choque de gestão urgente”, disse Jesus. “Quando realizamos fiscalização nas unidades, é comum verificarmos que em locais em que deveria haver 50 técnicos de enfermagem e 15 enfermeiros, temos apenas um enfermeiro e, no máximo, seis técnicos. Dessa forma, é humanamente impossível atender em uma emergência.”
Para o presidente do Sindicato dos Médicos do estado, Jorge Darze, a crise na saúde estadual não é novidade. Ele também atribui os problemas principalmente, aos baixos investimentos nos profissionais e à falta de reformas e adequações nas unidades. "O que vemos são unidades degradadas, sem investimento e sem incorporação de tecnologia nova. Isso prejudica o atendimento.”
Para o governador do Rio, Sérgio Cabral, o problema é pontual, restringido-se ao Hospital Adão Pereira Nunes. Nesta segunda-feira, informou ele, foi criada uma ouvidoria no hospital para receber denúncias sobre problemas no atendimento. "A ouvidoria está lá e vamos apurar o que houve. O erro não se justifica, tem que ser apurado e punidos.”