Publicidade

Estado de Minas

1 milhão de mortos por COVID-19: coronavírus segue se espalhando sem sinais de parar

Casos e mortes seguem em alta no mundo, e cientistas ainda não encontraram uma vacina contra o coronavírus.


28/09/2020 21:54 - atualizado 28/09/2020 22:15

Casos e mortes seguem em alta no mundo, e ainda não perspectiva certa sobre vacina contra covid-19(foto: Reuters)
Casos e mortes seguem em alta no mundo, e ainda não perspectiva certa sobre vacina contra covid-19 (foto: Reuters)
O mundo atingiu nesta segunda-feira (28/9) a impressionante marca de 1 milhão de mortos por COVID-19 — uma doença que foi detectada pela primeira vez oficialmente no final do ano passado na China e que atingiu o status de pandemia global em março deste ano.

 

O dado é baseado em estatísticas reunidas pela universidade americana Johns Hopkins, que registrava precisamente 1.000.555 óbitos até as 21h47 de segunda-feira em Brasília. Mas a maioria das autoridades acredita que os números reais de casos e de mortes por coronavírus são muito maiores — e que a marca de 1 milhão de mortos já foi superada há várias semanas.

 

Desde o começo da doença, 33 milhões de casos de coronavírus foram registrados oficialmente no mundo — o que inclui pessoas atualmente doentes, pessoas que morreram e aqueles que se recuperaram.

 

Apesar de existir em alguns lugares uma sensação de que a pandemia está de alguma forma sob controle — com o fim da quarentena em diversos países e a retomada de grande parte das atividades econômicas — as estatísticas mostram que o coronavírus continua tão contagioso e tão letal como estava no começo da pandemia.

Primeira onda ainda

Em alguns países e cidades, fala-se em "segunda onda", com os números voltando a subir em agosto e setembro, depois de uma queda nos meses anteriores.

 

Mas do ponto de vista global, o mundo ainda vive a primeira onda da doença.

No último dia 24 de setembro, o mundo registrou 360 mil casos novos de coronavírus em um só dia, de acordo com dados da Johns Hopkins. Foi o recorde diário nas estatísticas da universidade desde o começo da pandemia.

 

O número de casos diários de COVID-19 no mundo todo é hoje mais que três vezes maior do que a média diária de abril, período em que o Brasil, Europa e Estados Unidos, entre outros lugares no mundo, começaram a enfrentar medidas duras de quarentena.

 

Ou seja: o planeta nunca conseguiu diminuir a média diária de casos novos de coronavírus — ou "baixar a curva", como falam os especialistas —, e a pandemia segue em aceleração.

 

Já com as mortes, houve uma desaceleração nos meses de maio e junho. Mas a quantidade de pessoas morrendo por COVID-19 está crescendo de novo no planeta.

 

Nos últimos 30 dias, em média, 5,3 mil pessoas morreram diariamente de COVID-19 no mundo. Esse número é inferior à média diária de abril (6,3 mil) mas superior ao que era registrado em junho (4,4 mil casos por dia).

Brasil no 'top 4' duas vezes

A COVID-19 está presente na maioria dos países do mundo, mas apenas quatro deles concentram mais de 50% do 1 milhão de mortes: Estados Unidos, Brasil, Índia e México.

 

O mesmo padrão acontece em relação ao número de casos: mais de 50% dos 33 milhões de casos de coronavírus registrados no mundo foram em apenas quatro países: Estados Unidos, Índia, Brasil e Rússia.

 

No Brasil, houve desaceleração no número de casos e mortes por COVID-19, que haviam atingido seu pico na última semana de julho. Ainda assim, o país segue em um platô alto, próximo aos mesmos níveis registrados em junho.

 

A COVID-19 já matou mais gente no Brasil este ano (141 mil pessoas) do que homicídios e acidentes de trânsito somados (110 mil pessoas) mataram em 2017, último ano com registros atualizados.

 




 

O mundo segue sem vacina contra o vírus. Atualmente 11 experimentos estão na terceira fase de testes, em que a substância é testada com uma grande quantidade de pessoas.

 

China e a Rússia já aprovaram vacinas para o uso limitado nos seus países, sem esperar ainda o resultado dos exames da fase três — o que muitos especialistas dizem ser arriscado.



(foto: BBC)
(foto: BBC)

(foto: BBC)
(foto: BBC)

Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade