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Estado de Minas

Recuperação da economia: governo britânico vai pagar metade da conta de refeições em restaurantes

Entre outras medidas, projeto bilionário de resgate prevê que governo pague até 10 libras - ou R$ 67 - em contas de clientes de bares e restaurantes durante agosto.


postado em 13/07/2020 14:54

Reino Unido tem registrado aproximadamente 20 mortes por dia em decorrência da covid-19(foto: GETTY IMAGES)
Reino Unido tem registrado aproximadamente 20 mortes por dia em decorrência da covid-19 (foto: GETTY IMAGES)

Precisamos ser criativos, disse Rishi Sunak, ministro de Finanças do Reino Unido, ao anunciar um plano para reaquecer a economia e proteger empregos que inclui descontos de 50% para quem fizer refeições em restaurantes no mês de agosto.

Batizado como "eat out to help out" (ou "coma fora para ajudar", em tradução livre), o projeto prevê que o governo pague até 10 libras (ou 67 reais) em refeições feitas de segunda a quarta-feira em restaurantes de todo o país.

No anúncio, Sunak disse que a medida pretende estimular os consumidores a voltarem a "restaurantes, cafés e pubs e proteger 1,8 milhão de pessoas que trabalham no setor".

O desconto, que não inclui bebidas alcoólicas, tem sido apresentado como dos exemplos de medida de resgate para o consumo em países que conseguiram reduzir drasticamente o número de infecções pelo novo coronavírus e sair do confinamento mais restrito.

Depois de ter passado por um período com mais de mil mortes diárias, hoje o Reino Unido tem registrado aproximadamente 20 mortes por dia em decorrência da covid-19.

Rishi Sunak anunciou pacote para reaquecer a economia e proteger empregos(foto: HOUSE OF COMMONS)
Rishi Sunak anunciou pacote para reaquecer a economia e proteger empregos (foto: HOUSE OF COMMONS)

Além do inusitado pagamento de metade das contas, o pacote também inclui redução temporária de impostos para empresários do setor de hospitalidade, bônus financeiro para empresas que mantiverem empregos e um fundo bilionário para estimular a contratação de jovens entre 16 e 24 anos (veja mais abaixo)

Em meio a um retorno gradual às ruas, muitos consumidores e representantes do setor têm comemorado o desconto anunciado pelo governo.

A medida, no entanto, gera um misto de euforia e preocupação no país.

Crise grave

Junto à reabertura de pubs, restaurantes e comércio não essencial, que voltam a funcionar após três meses de quarentena no país, o estímulo financeiro para que a população volte a consumir nas ruas gera preocupação sobre um possível aumento de casos do novo coronavírus.

O aumento de até 175% na demanda por doações de comida para famílias pobres no último mês de abril é um dos pontos mais críticos.

"Coma fora e ajude é um bom slogan, mas incomoda, quando muitos milhões não tem nem dinheiro suficiente para comer direito em casa, disse uma inglesa no Twitter.

Reabertos desde 5 de julho, bares e restaurantes precisam seguir regras rígidas para poderem manter as portas abertas

Em uma mudança brusca no modelo clássico de funcionamento dos pubs, clientes não podem mais fazer pedidos no balcão e só podem ser atendidos em mesas.

Todos os fregueses também devem fornecer nome, telefone ou e-mail assim que entrarem no estabelecimento. Se um caso positivo de covid-19 for identificado, os clientes que estiveram no local são avisados.

Ainda assim, alguns pubs no interior da Inglaterra anunciaram seu fechamento novamente após a confirmação de novas transmissões de casos em suas dependências.

"Sei que as pessoas estão receosas sobre sair de casa, mas não teríamos retirado as restrições se não achássemos que podemos fazê-lo com segurança", disse o ministro durante o anúncio das medidas, no dia 8.

Outras medidas

O desconto de 50% para quem comer fora pode ser usado quantas vezes o cliente quiser em todo o mês de agosto.

Os estabelecimentos que se cadastrarem para o benefício receberão semanalmente o dinheiro do governo.

O plano também incluiu redução de 20% para 5% no imposto sobre compras do Reino Unido (VAT) por seis meses para restaurantes, cafés, bares, hotéis, serviços de entrega de comida, cinemas e atrações turísticas.

Um "bônus de retenção de emprego" de mil libras (6,7 mil reais) por funcionário também foi anunciado para empresas que não demitiram empregados durante a quarentena e os mantiverem até pelo menos janeiro de 2021.

O investimento total do governo nos bônus, pagos às empresas apenas uma vez por funcionário mantido, é estimado em 9,4 bilhões de libras (ou R$ 63 bilhões).

Já os investimentos em um programa de apoio a jovens trabalhadores chegam a 2 bilhões de libras (ou R$ 13,4 bilhões).

Voltado a quem tem entre 16 e 24 anos, o pacote prevê o pagamento de um salário mínimo para quem tiver contratos de 25 horas semanais e bônus que chegam a até 2 mil libras (R$ 13,4 mil) para empresas que contratarem novos estagiários ou aprendizes.

Mais de 100 milhões de libras - R$ 6,7 bilhões - também serão destinados a financiar os estudos de jovens com 18 ou 19 anos que não conseguirem arrumar emprego.

O projeto também destina verbas para o pagamento de benefícios a jovens desempregados e para a criação de novos centros de formação no país.


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