O vice-chanceler cubano, Carlos Fernández de Cossío, se encontrou com dois altos funcionários americanos para a América Latina: Brian Nichols, do Departamento de Estado, e Juan González, da Casa Branca, de acordo com a versão.
As reuniões ocorreram às vésperas de Cuba sediar na sexta-feira uma cúpula de dois dias do G77+China, um grupo composto por cerca de cem países da Ásia, África e América Latina, com o objetivo de promover uma "ordem internacional menos injusta".
Essas discussões a esse nível de representação entre Estados Unidos e Cuba são pouco comuns, mesmo quando Washington e Havana mantêm um diálogo regular sobre questões migratórias e combate ao crime internacional.
O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump encerrou a política de abertura em relação a Cuba iniciada por seu antecessor, Barack Obama, e voltou a colocar a ilha comunista em sua lista de países que apoiam o terrorismo, ao lado do Irã, Coreia do Norte e Síria.
Quando assumiu a Casa Branca em 2021, o presidente Joe Biden prometeu rever essa política, mas seu discurso se endureceu após a repressão das manifestações antigovernamentais na ilha em julho daquele ano.
Havana tem dado prioridade à sua remoção da lista de países apoiadores do terrorismo e lamenta a falta de vontade política da administração Biden antes das eleições presidenciais americanas de novembro de 2024, de acordo com um funcionário cubano que não quis ser identificado.
Segundo o porta-voz do Departamento de Estado, Matthew Miller, o vice-chanceler cubano se reuniu com Nichols na segunda-feira e os dois funcionários discutiram "direitos humanos, imigração e outros temas de interesse bilateral".
"Ainda não tomamos nenhuma decisão que possa anunciar hoje", disse à imprensa sobre a remoção de Cuba da lista.
Em março deste ano, o chefe da diplomacia americana, Antony Blinken, afirmou que Washington estava longe de se encaminhar nessa direção e que Havana não havia tomado medidas suficientes.
Em 1962, os Estados Unidos impuseram um embargo comercial e financeiro a Cuba que perdura até hoje.