Em declaração conjunta dos países que compõem o G20, divulgada neste sábado (9/9), os líderes das nações concordaram com um documento composto por 76 itens. O acordo conseguiu superar o impasse entre o G7 e a aliança entre Rússia e China, mas foi brando com relação à guerra na Ucrânia, sem adotar o tom de condenação à invasão russa.
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As divisões entre o bloco das 20 maiores economias do mundo ameaçaram encerrar a Cúpula, que acontece durante este fim de semana, sem uma posição final, mas a anfitriã Índia pressionou para que uma declaração fosse acordada.
“Reafirmando que o G20 é o principal fórum para a cooperação econômica internacional e reconhecendo que embora o G20 não seja a plataforma para resolver problemas geopolíticos e questões de segurança, reconhecemos que estas questões podem ter consequências significativas para a economia global”, destaca o extenso documento.
Os itens incluem temas como necessidade do desenvolvimento sustentável, cooperação econômica e científica e ações contra desigualdade. “Encontramo-nos num momento decisivo da história em que as decisões que tomamos agora determinarão o futuro do nosso povo e do nosso planeta. É com a filosofia de viver em harmonia com o ecossistema envolvente que nos comprometemos com ações concretas para enfrentar os desafios globais”, diz o texto.