Jornal Estado de Minas

PARIS

Irã executa sete pessoas e aumenta agitação por 'onda' de enforcamentos

O Irã executou nesta quarta-feira (10) três condenados por tráfico de drogas e quatro por estupro, em um momento em que a ONU e várias ONGs denunciam o aumento da aplicação da pena capital no país.



Na terça, a alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, mencionou o número "terrivelmente" elevado de executados no país neste ano, uma média de mais de 10 por semana.

A agência de notícias Mizan Online informou nesta quarta que "foram executadas nesta manhã as condenações a morte de três membros da gangue Panjak, o principal cartel de distribuição de cocaína do país".

Os homens foram enforcados na penitenciária de Ghezal Hesar, em Karaj, perto de Teerã, informou a Iran Human Rights (IHR) em nota.

Segundo a organização com sede na Noruega, outros quatro condenados por estupro foram executados na prisão de Rajai Shahr. Estes enforcamentos elevam a 64 o total de execuções no Irã, nos últimos 12 dias, alertou a IHR.

Na segunda-feira, dois homens foram enforcados por queimar um Alcorão e insultar o profeta Maomé.

Somente neste ano, ao menos 209 pessoas foram executadas no Irã, a maioria por crimes relacionados a drogas, segundo um balanço publicado na terça pela ONU.

O Irã executa mais pessoas por ano do que qualquer outro país, com exceção da China, segundo grupos de defesa dos direitos humanos, incluindo a Anistia Internacional.