São funcionários e entidades do Afeganistão, Rússia, Sudão do Sul, Mianmar, Irã e Síria, e incluem dois ministros do Talibã e altos oficiais da polícia e militares russos. As sanções contemplam o congelamento de eventuais bens na UE.
A lista inclui o ministro afegão da Educação Superior, Neda Mohammed Nadeem, e o ministro afegão de Propagação da Virtude e Prevenção do Vício neste mesmo país, Sheikh Muhammad Khalid Hanafi.
Também foram sancionados dois policiais de alto escalão de Moscou e outros oficiais russos que perpetraram abusos contra mulheres na Ucrânia após a ofensiva da Rússia contra aquele país em fevereiro de 2022.
Da mesma forma, dois funcionários do Sudão do Sul, responsáveis por ultrajes e abusos contra mulheres em várias regiões do país, também foram incluídos na lista de sanções da UE.
Os dois funcionários, Gatluak Nyang Hoth e Gordon Koang Biel, "utilizam sistematicamente a violência sexual como tática de guerra", afirmou o Conselho da UE no Diário Oficial.
O general birmanês Toe Ui, vice-ministro do Interior e responsável pelos centros de detenção e interrogatório, também foi sancionado por seu papel na violência contra as mulheres, incluindo nudez forçada e estupros.
A UE decidiu também incluir na sua lista de sanções a prisão de Qarchak, para mulheres, no Irã, por casos repetidos de tortura e estupros, assim como a Guarda Republicana da Síria e o gabinete de Segurança Militar da Mianmar, por aplicarem violência baseada no gênero que inclui tortura, estupros e outros abusos.