Israel executou bombardeios aéreos na Faixa de Gaza na madrugada de quinta-feira, o que levou os combatentes palestinos a responder com disparos de foguetes contra o território do Estado hebreu.
Os confrontos aconteceram menos de 36 horas depois de uma visita a Jerusalém e Ramallah do secretário de Estado americano, Antony Blinken, para pedir uma desescalada diante da espiral de violência na região.
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El Salvador dobra capacidade prisional com megaprisão para 40 mil detentosHomem morre após ser atacado por cães Indonésia registra segundo ataque de tigre em poucos diasHomem que matou policial é executadoCorrespondentes da AFP observaram dois foguetes lançados contra Israel a partir da Faixa de Gaza após a ação israelense e explosões foram ouvidas na cidade de Gaza. Os serviços de emergência dos dois lados não relataram vítimas até o momento.
De acordo com fontes das forças de segurança e testemunhas, os primeiros ataques (ao menos sete) atingiram um centro de treinamento das Brigadas Al-Qassam, braço armado do movimento palestino Hamas, no campo de refugiados Al-Maghazi, no centro da Faixa de Gaza.
Outros ataques aéreos atingiram um centro de treinamento das Brigadas Al-Qassam ao sudoeste de Gaza.
O exército israelense afirmou em um comunicado que caças atacaram uma área de produção e armazenamento de material químico, além de um "centro de fabricação de armas" do Hamas.
Na semana passada, vários foguetes foram lançados a partir da Faixa de Gaza em resposta a uma incursão israelense na quinta-feira na Cisjordânia ocupada que deixou 10 mortos no campo de refugiados de Jenin.
Um dia depois da operação, um ataque a tiros diante de uma sinagoga em Jerusalém Oriental provocou as mortes de sete civis.
O atentado foi o mais violento contra civis israelenses em mais de uma década, um ataque celebrado por muitos palestinos em Gaza e na Cisjordânia.
Gaza, um território que tem quase 2,3 milhões de habitantes, está sob bloqueio israelense desde que o Hamas chegou ao poder em 2007.
A Frente Democrática de Libertação da Palestina (FDLP), um grupo armado laico, reivindicou "um lançamento de foguetes (...) em resposta à agressão sionista contra a Faixa de Gaza".
Do lado israelense, sirenes de alerta soaram em Sderot, uma cidade no sul de Israel perto da Faixa de Gaza, segundo o exército.
As Brigadas A-Qassam afirmaram que responderam aos ataques israelenses com os lançamentos de mísseis.
- Violência -
Na quarta-feira, o ministro israelense da Segurança Nacional, Itamar Ben-Givr, afirmou que os ataques recentes com foguetes são motivados por sua decisão de endurecer as condições dos detentos palestinos nas prisões de Israel.
"Os lançamentos a partir de Gaza não abalarão a minha determinação de trabalhar para mudar as condições do acampamento de verão para os assassinos terroristas presos", disse o ministro.
O aumento da violência atingiu grande parte da Cisjordânia, O ano de 2022 teve o maior número de mortes no território desde que a ONU começou a registrar os números em 2005.
Um total de 235 pessoas morreram no ano passado no conflito israelense-palestino, incluindo autores de ataques, militantes e civis. O ataque de sexta-feira em Jerusalém Oriental matou seis israelenses, incluindo uma criança, e um ucraniano.
O governador regional palestino Jihad Abu al Assal acusou Israel de impor um cerco a Jericó, um destino turístico na Cisjordânia próximo de Jerusalém, depois de um tiroteio no sábado em um restaurante que não deixou vítimas.
"Este é o quinto dia de cerco a Jericó", declarou na quarta-feira à AFP.
O exército israelense afirmou que aumentou suas forças na região e "intensificou as inspeções nas entradas da cidade, com verificações que podem levar horas para a entrada ou saída da cidade".