Preso desde 2020, Safronov, de 32 anos, deverá cumprir sua pena em uma "colônia penitenciária de regime severo", segundo a decisão do tribunal municipal de Moscou, que foi anunciada em pleno conflito com a Ucrânia.
Ivan Safronvo, um renomado especialista em questões de defesa, sorriu quando foi pronunciado o veredicto.
Na sala estavam seus apoiadores, que gritaram "Vania, nós te amamos!", referindo-se a Ivan pelo seu apelido. Outros simpatizantes caíram em prantos.
Os advogados do ex-jornalista afirmaram imediatamente que vão recorrer.
Safronov é acusado de ter transmitido informações sobre as operações militares russas na Síria a um especialista político russo-alemão (também detido na Rússia por "alta traição") e de ter fornecido informações sobre o fornecimento de armas russas à África aos serviços de inteligência tchecos.
Safronov nega enfaticamente essas acusações.
Anteriormente, ele trabalhou para dois jornais nacionais russos, Vedomosti e Kommersant. Forçado a renunciar ao seu posto no Kommersant em 2019, em maio de 2020 tornou-se conselheiro do então chefe da agência espacial russa, Roscosmos, Dmitri Rogozin.
Vários ex-colegas dele denunciaram seu caso como vingança por seus artigos, nos quais ele mencionava incidentes embaraçosos no exército russo.