Como resultado dos vários bombardeios no último dia, "a infraestrutura da estação foi danificada, há riscos de vazamento de hidrogênio e de vazamento de substâncias radioativas, e o risco de incêndio é alto", afirmou a Energoatom no Telegram.
A operadora indicou que, ao menos até meio-dia de sábado (6h00 de Brasília), a central "opera com o risco de violar os parâmetros de segurança de radiação e de incêndio".
O ministério da Defesa da Rússia afirmou que as forças ucranianas bombardearam o terreno da central nas últimas horas. "Lançaram 17 projéteis", anunciou em um comunicado.
A central de Zaporizhzhia, a maior da Europa, foi ocupada pelas tropas russas nos primeiros dias da invasão.
Kiev e Moscou trocam acusações sobre bombardeios contra o entorno do complexo nuclear, localizado na cidade de Energodar.
Na quinta-feira, a usina foi completamente desconectada da rede elétrica ucraniana pela primeira vez em quatro décadas devido a "ações dos invasores", segundo a Energoatom.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que a corrente foi cortada pelos bombardeios russos contra a última linha de energia ativa que ligava a usina à rede nacional.
A central foi reconectada na sexta-feira à tarde. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) pediu o envio de uma missão à usina "o mais rápido possível para ajudar a estabilizar a situação de segurança e restabelecer a segurança nuclear".